AUDIÇÃO E O COMPROMETIMENTO COGNITIVO

Luciana Ramos

AUDIÇÃO E O COMPROMETIMENTO COGNITIVO

Estudo demonstra que a prevenção com a audição ajuda a afastar em muito a demência.

Um amplo estudo fundamenta relatório da primeira Comissão de Prevenção e Assistência à Demência Lancet, que foi apresentado na Conferência da Associação Internacional de Alzheimer de 2017.

A comissão reuniu vinte e quatro especialistas internacionais que fizeram uma revisão sistemática da pesquisa existente sobre o tema, com o objetivo de fornecer recomendações com base em evidências para o tratamento e prevenção da demência.

Cerca de 47 milhões de pessoas têm demência no mundo e estima-se que o número saltará para 66 milhões em 2030 e para 115 milhões em 2050, de acordo com os autores do estudo - o maior desafio global para os cuidados da saúde e sociais do século XXI. Não existe atualmente nenhum tratamento médico para prevenir ou curar a demência.

O estudo destaca o impacto das intervenções sem medicamentos e identifica nove fatores de risco que podem acarretar o desenvolvimento da demência:

  • abandono escolar;
  • pressão alta;
  • obesidade;
  • diabetes;
  • perda auditiva;
  • tabagismo;
  • sedentarismo;
  • depressão;
  • isolamento social.
     

Cerca de 35% dos casos de demência são atribuíveis a esses fatores, que, se tivessem prevenção evitariam um terço dos casos. 

Os pesquisadores identificaram a perda auditiva como um fator de risco importante para a demência. Eles estimaram que tratar a perda auditiva na meia idade poderia também reduzir o número de casos de comprometimentos cognitivos em 9%, se todas as pessoas fossem tratadas. 

Os autores da pesquisa dizem que este estudo pode oferecer orientações sobre as formas de reduzir o risco da demência por toda a vida e melhorar o cuidado de quem já enfrenta a doença. 

Os pesquisadores esperam que esse estudo alimente as estratégias de saúde pública e as políticas sobre demências, que seja usado por médicos particulares para informar e melhorar suas práticas e, através da publicidade na mídia, ao público geral o que podem fazer para ajudar a evitar a patologia do comprometimento cognitivo, que é a mais temida na terceira idade.

Gostou? Compartilhe: