PARALISIA CEREBRAL E A FISIOTERAPIA

Ariane Venceslau

PARALISIA CEREBRAL E A FISIOTERAPIA

A encefalopatia crônica não progressiva, mais conhecia como Paralisia Cerebral - PC ocorre geralmente pela falta de oxigenação (anóxia) ou pela isquemia sanguínea no desenvolvimento do cérebro, ou seja, durante a gestação, no momento do parto ou nos primeiros dois anos de idade.

A PC gera distúrbios não progressivos, que levam a desordens motoras geralmente acompanhadas por alterações na cognição, na propriocepção, comunicação, déficit visual, auditivo, e, convulsões. 

Podemos classificá-la em três tipos, conforme suas desordens motoras:

Tipo Espástica: apresenta hipertonia - tônus muscular aumentado - ou seja, a criança é mais "durinha", há reflexos patológicos, padrões anormais de postura e ou de movimento;

Tipo Atáxico: caracterizada por não coordenação dos movimentos, com equilíbrio deficiente e alteração da força muscular;

Tipo Discinético: subdividida em Atetose, Coreoatetose e Distonia. Caracterizado por padrões anormais de postura e ou movimento, com variações no tônus muscular e movimentos estereotipados - movimentos intencionais, repetidos e sem finalidade.

Segundo estatísticas, dois em cada mil bebês podem ser afetados pela PC. Visto que a encefalopatia crônica não progressiva é causada por uma lesão cicatrizada, a reabilitação engloba inúmeras possibilidades. 

E a fisioterapia tem como objetivo facilitar todo movimento funcional, vencendo ou se adequando ao padrão motor gerado pela lesão. 

O tratamento, em geral, é longo e constante, e engloba sempre uma equipe multidisciplinar. Existem vários métodos que visam a reabilitação/habilitação, entre eles, os métodos Cuevas Medek Exercises, PediaSuit, Thersuit, Conceito Neuroevolutivo Bobath, Terapia de Contensão Induzida - cada um com suas particularidades.

Em suma, a fisioterapia visa treinar a criança na realização das atividades do cotidiano, como sentar, manusear objetos, ficar em pé, andar, interferindo na melhora de força muscular, na amplitude de movimento e flexibilidade, tendo um contato contínuo e intensivo com a criança - no mínimo duas sessões por semana - e o mais precocemente possível, após a alta médica. 

Existem ainda muitos recursos e dispositivos auxiliares usados durante a terapia, no ambiente domiciliar, escolar, que permitem tornar a vida da criança bastante funcional – tanto quanto possível. 

E é importante lembrar que a criança não deve ser sentenciada pelo diagnóstico de PC, existem inúmeras possibilidades e oportunidades para se lutar e batalhar por uma vida normal, cheia de pequenas e grandes conquistas. 

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