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TEM MESADA, MAS, CADA DESOBEDIÊNCIA UM DESCONTO “X”

Aline Almeida

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Cria-se na criança dupla percepção: reações pelo fazer, e, pelo não fazer

É mais uma ideia para a saúde financeira da família. O que manda mesmo é o aprendizado, a percepção de responsabilidade, de dinheiro, de justiça e merecimento. Não que tudo o que se faz deva ser recompensado, de forma alguma, se não, o altruísmo, a doação, o voluntariado iriam para o espaço. O pensamento financeiro pode ser alavancado na mente das crianças de uma forma leve e séria, onde um ato ou fato está amarrado a outro. É muito bacana a criança começar a entender o que é “lista”, o que é importante na vida, as prioridades, aprender a conviver com as coisas que compõem uma vida, e nesse quesito, a agora famosa “planilha” é perfeita para isso. Também existem muitos brinquedos e as atividades lúdicas que servem a esse propósito, por óbvio.

E, na brincadeira da “planilha da mesada”, Vitor, junto com a esposa, faz um abatimento na mesada para cada desobediência dos pequenos. A planilha criada pelo juiz do trabalho Vitor Yamada, de Rondônia, para pagar a mesada aos filhos, Giullia, de 8 anos e Vitor, de 6, ficou famosa.
Palavras do juiz, “Não imaginava que teria toda essa repercussão...”.
Giullia disse ao pai que precisava de uma valor mensal para fazer compras pessoais, e, após a conversa a três, resolveu-se implantar regras baseadas em atividades do cotidiano – tudo em teste, mas caminhando. Ao final de um mês, do total de R$ 50, Giullia recebeu R$ 43,25 e Vitor, R$ 30,50.
Para os pais, as regras não devem significar punição ou bonificação, e sim aprendizado. A “planilha da mesada” não pode mudar a rotina da família, as obrigações das crianças, o ir à escola, não deixar os brinquedos jogados pela casa, manter a higiene pessoal. Mas, com a planilha, se eles deixam de fazer alguma dessas coisas, da lista de coisas, primeiro há uma conversa, a orientação para que se faça o que se deixou de fazer, e, ainda tem o tal desconto – também pré-fixado.
Especialistas da psicologia comportamental tratam o tema como “o estímulo resposta”, onde a criança recebe recompensa por atividade feita, e no caso, desconto para o não feito - sempre refletindo sobre a desnecessidade de que para cada ação boa de uma criança deve haver uma recompensa, uma retribuição anormal.

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Afora a ordem e o progresso que se busca em casa, há ainda um aprendizado financeiro/cultural muito positivo, ela passa a ter contato sutil com dinheiro, com o poder do dinheiro, e da falta dele, coisa muito distante de muitas crianças, que pensam que o cartão de plástico faz dinheiro.
E por tudo isso, a “planilha da mesada” não deve ser uma coisa imposta, mas sim negociada, como é na vida real, tudo negociado, ônus versus bônus.

“É importante que ele perceba que para você, como pai ou mãe, fácil seria dar o dinheiro e ir se preocupar com outras coisas”, que ele perceba que implantar a planilha só demonstra a sua preocupação com o tal futuro dele, futuro da família.


Referência Bibliográfica:
http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2013/10/pai-cria-planilha-para-descontar-da-mesada-desobediencia-dos-filhos.html

Baixar Planilha:
https://www.saudeebelezamais.com.br/downloads/planilhafinanceira.xls