ARTROSCOPIA DE OMBRO: CIRURGIA MINIMAMENTE INVASIVA

ARTROSCOPIA DE OMBRO: CIRURGIA MINIMAMENTE INVASIVA

Apesar da artroscopia de ombro ser um procedimento já bem consolidado e aceito na comunidade científica, o público leigo tem muitas dúvidas a respeito ou até mesmo desconhece a aplicabilidade deste procedimento.
 

Trata-se de um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, realizado com pequenas incisões não maiores do que um centímetro e pelas quais são introduzidos os equipamentos necessários para a cirurgia (câmera de vídeo artroscópica e instrumentais cirúrgicos). A câmera de vídeo artroscópica tem o formato de um tubo fino e é introduzida na articulação. A imagem vista no monitor é ampliada para oferecer mais detalhes das estruturas avaliadas. Os reparos necessários são feitos com equipamentos cirúrgicos especiais introduzidos por outro orifício na pele.

Por se tratar de um procedimento pouco invasivo, tem como principal vantagem preservar estruturas que sofrem danos na cirurgia aberta. Também tem menor risco de complicações pós-operatórias (como infecções, aderências cicatriciais, deiscência de sutura), um menor período de hospitalização, podendo ser em regime ambulatorial (alta no mesmo dia). Por último há também a vantagem estética.

Apesar de ser minimamente invasiva, a cirurgia artroscópica oferece uma melhor visualização e acesso às estruturas do ombro e oferece a possibilidade de inspecionar e reparar estruturas intra e extra-articulares em um único ato cirúrgico.

Os avanços da cirurgia artroscópica têm limitado as indicações da cirurgia aberta apenas para casos de artroplastias (próteses), fraturas, infecções, alguns casos de instabilidade articular que exijam enxertos ósseos, ressecção de tumores e casos graves de lesões maciças do manguito rotador.

A cirurgia artroscópica é indicada para ruptura dos tendões do manguito rotador, síndrome do impacto subacromial, tendinite calcárea (calcificação nos tendões), instabilidades (luxações recidivantes) traumáticas ou atraumáticas, patologias acrômio-claviculares, sinovites e bursites, lesão “SLAP”, artrose (a indicação artroscópica depende do estágio da artrose), tendinopatias do cabo longo do bíceps, entre outras.

É bom lembrar que o acompanhamento e cuidados no pós-operatório são tão importantes quanto a cirurgia em si e que quando bem orientados proporcionam alta taxa de satisfação com os resultados alcançados.

 

Dr. Fabio Nagato Watanabe - CRM 106502 TOT 9686
Membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo
Especialista em Cirurgia de Ombro e Artroscopia

 

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