CIRURGIA DAS PÁLPEBRAS

Denis Vincenzi

CIRURGIA DAS PÁLPEBRAS

"Você está cansada, meu bem? Andou chorando?”

Se você tem mais de quarenta anos, provavelmente já escutou tais frases e se pergunta por quê.

Com o envelhecimento a pele das pálpebras tende a ficar mais flácida, assim como a musculatura de sustentação dos olhos, que pela atrofia do envelhecer perdem tônus e não mais retém as bolsas de gordura - também por perda de peso, processos alérgicos, alterações oftalmológicas e ou tireoidianas.

Agora você tem a resposta. A solução é a BLEFAROPLASTIA ou cirurgia das pálpebras. Uma cirurgia ambulatorial, sem internação, onde normalmente se usa anestesia local e sedação leve. Em média o procedimento leva de uma a duas horas. Porém, por ser uma cirurgia invasiva, precisa ser feita em ambiente ambulatorial próprio e evidentemente por um cirurgião plástico devidamente habilitado e que tem o treinamento específico para tal.

Na cirurgia da pálpebra superior, a pele é removida em fuso no centro, ou horizontalmente de modo que se localize na dobra natural - fica imperceptível com as pálpebras abertas. 

Na pálpebra inferior a incisão é feita a milímetros da borda dos cílios e prolonga-se horizontalmente até o canto externo da pálpebra, onde é feita uma incisão em ângulo descendente, o que facilita posteriormente a tração e sutura da pele. 

Chega-se então à hora da retirada de pele da pálpebra inferior, o momento mais técnico da cirurgia. Se retirado em excesso pode causar um ectrópio (a pálpebra não mais encosta no olho causando olho seco), e se retirado a menor desqualifica o resultado estético.

Terminada a cirurgia, após breves instantes a paciente pode ir para casa, usando óculos escuros e sem curativos. Os pontos são retirados no consultório entre cinco e sete dias, período em que a paciente deve estar em uso de foto-protetor dada a possível presença de equimoses - manchas roxas.

Após três dias pode-se retornar ao trabalho e em dez fazer exercícios físicos, não coletivos – sempre com óculos escuros e fotoprotetor.
    

Quem faz mais destas cirurgias? Homens ou mulheres?
É indiferente para qualquer dos sexos. No entanto, as mulheres sempre serão mais vaidosas, o que nos leva ao placar de três mulheres para cada homem.

Existem riscos?
Sim, como em qualquer cirurgia. Porém o índice de complicações é baixo e com pouca morbidade.

Quem procurar?
A melhor escolha deve recair sobre um profissional médico da sua confiança que seja reconhecido como especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. 
 

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