FACOEMULSIFICAÇÃO E A CIRURGIA DE CATARATA

Lívia Maria Dias Freire

FACOEMULSIFICAÇÃO E A CIRURGIA DE CATARATA

A catarata é fragmentada em pequenos pedaços e aspirada com o facoemulsificador.
 

O termo catarata é dado para qualquer tipo de perda de transparência do cristalino, uma “lente” situada atrás da íris dentro dos olhos. Não é o pterígio, pele que recobre o olho externamente, esse é outro caso. 

A catarata é uma doença multifatorial. A maior parte dos casos acontece pelo envelhecimento. Pode estar associada a alterações metabólicas como diabetes mellitus, a outras doenças oculares como uveítes, ao tabagismo, alcoolismo, ao uso de certos medicamentos, como o corticoide, traumas, e, ser ainda congênita, presente já no nascimento. 

Na maioria das vezes a catarata não pode ser diagnosticada a olho nu e nem mesmo é percebida facilmente pelos próprios portadores na sua fase inicial. Visão embaçada, alteração do grau dos óculos, maior sensibilidade à luz, espalhamento dos reflexos ao redor das luzes e cores desbotadas são os principais sintomas. 

Com exames o oftalmologista pode confirmar o diagnóstico e indicar o melhor procedimento cirúrgico - o único tratamento eficaz. A necessidade da cirurgia está relacionada ao comprometimento visual e independe da idade. O procedimento cirúrgico consiste em remover a lente natural opaca e colocar uma lente artificial transparente para possibilitar a melhor passagem dos estímulos luminosos para o interior do olho. 

A cirurgia de catarata é a mais realizada pela oftalmologia, foi uma das técnicas cirúrgicas que mais evoluiu nas últimas décadas. Atualmente a incisão é de cerca de dois milímetros. A catarata é emulsificada/fragmentada em pequenos pedaços e aspirada com o facoemulsificador. A lente intraocular é flexível, geralmente dispensa a utilização de pontos. É um procedimento microscópico de alta complexidade, muito seguro, embora não isento de riscos. A tecnologia atual e a experiência do cirurgião reduzem significativamente esses riscos. É fundamental que o paciente siga as orientações de pré e pós-operatório. 

Com o uso da facoemulsificação, no momento adequado, evitamos que a catarata se torne mais “rígida”, de difícil aspiração, diminuindo o risco para complicações cirúrgicas e tendo melhor recuperação no pós-operatório. A indicação mais frequente da cirurgia é o próprio desejo de enxergar melhor.

Atualmente, com a cirurgia, podemos corrigir o grau de olhos míopes, hipermétropes e astigmatas pelas modernas lentes intraoculares. Como em muitos procedimentos, o sucesso dessa correção vai depender de fatores como a técnica cirúrgica, a cicatrização e da análise quanto a melhor lente a ser utilizada.

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Lívia Maria Dias Freire

Lívia Maria Dias Freire

Médica Oftalmologista CRM 135.010 | RQE 38121

Graduada pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp em 2008.
Especialização em Oftalmologia pela Unicamp.
Título de especialista em Oftalmologia pela CBO e Associação Médica Brasileira (AMB).
Filiada a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (CBO).

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