TERAPIA CELULAR PARA ARTROSE

André Paraíso Forti

TERAPIA CELULAR PARA ARTROSE

Há muitos anos a ortopedia do mundo todo vem buscando opções de tratamento alternativo para o que seria a última opção terapêutica – a cirurgia.
 

Neste cenário a terapia celular para artrose em geral vem ganhando cada vez mais espaço. Desde sempre ouvimos que a artrose não tem cura, que nada poderia frear o processo e que a prótese era inevitável. É importante expor que a artrose leva ao bloqueio mecânico do movimento e a fisioterapia de forma isolada não consegue transpor essa limitação. 

Inúmeras vezes ouvimos o “tentei de tudo antes de colocar a prótese”. Mas, será que fisioterapia e medicamento oral é “tudo”? Absolutamente não. Hoje vemos com clareza que a busca por tratamentos alternativos foi em vão e que, principalmente a incorporação das técnicas preservadoras - artroscopia, terapia celular regenerativa e viscosuplementação – estão entre as possibilidades terapêuticas. 

A terapia celular para o tratamento das artroses, em particular, o plasma rico em plaquetas – PRP, é uma técnica que ainda está em estudo nos grandes centros de tratamento nos EUA e Europa. A ênfase é no tratamento da artrose nas diversas articulações. Avanços importantes já podem ser observados também, com o uso do PRP, em diversas patologias não articulares tais como nas tendinites, lesões musculares e lesões ósseas - pseudoartroses e osteonecrose. O grande benefício deste tratamento, de forma preliminar, está em aliviar os sintomas álgicos – diminuição das dores com melhora da qualidade de vida do paciente. 

O PRP consiste na injeção de componentes extraídos do sangue do paciente diretamente na área lesionada, o que estimula a regeneração local do corpo, repara músculos, ossos e outros tecidos. Seu uso é bastante comum nos meios esportivos e artísticos. Vemos com entusiasmo os trabalhos publicados a cada ano.

Os resultados se mostram surpreendentes nas artroses em geral e nas lesões tendíneas e musculares. 

Vejo esse tratamento com grande entusiasmo, que apesar de ainda em avaliação, vários trabalhos estão sendo publicados a cada ano, com resultados surpreendentes não somente no tratamento das lesões tendíneas e musculares, mas principalmente, como uma alternativa não cirúrgica, segura e sem efeitos colaterais, para o tratamento das artroses em geral.

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