MAS, AFINAL, O QUE É SER RESILIENTE? ISSO É IMPORTANTE?

Roseli Almeida

MAS, AFINAL, O QUE É SER RESILIENTE? ISSO É IMPORTANTE?

Construção bastante sutil, mas, que faz muita diferença nos períodos com adversidades.
 

O termo resiliência é um conceito da física, que se refere ao quanto um objeto aguenta de pressão sendo submetido à várias provas e sua capacidade de retornar à forma original.

A psicologia adotou esse termo para se referir a capacidade do ser humano em lidar, superar, aprender e/ou até mesmo de se transformar a partir dos imprevistos inevitáveis da vida. Estudos confirmam que resiliência é a capacidade de resistir e resolver situações de crise, habilidade que pode ser adquirida, incentivada, aprendida por qualquer pessoa.

A pessoa resiliente é capaz de resolver problemas e aprender com eles sem abandonar seu estado de equilíbrio natural. Importante salientar que existe dor, angústia e sofrimento no resiliente. Mas, mesmo assim, se mantém sensível ao seu propósito: pessoa resiliente sabe que não pode perder de vista seu propósito, seu objetivo.

Pessoas resilientes estão mais aptas a confiar em si mesmas, em suas capacidades de conduzir e enfrentar os desafios que a vida impõe. Sendo assim, os indivíduos mais resilientes tendem a ser mais proativos e estão mais capacitados a trabalhar mais arduamente para evitar que certas questões e doenças ocorram. Se fortalecem com os desafios da vida.

Já os resistentes, adjetivo bem diferente, não aceitam a realidade, o reconhecer dos próprios limites, tanto nos outros como em si mesmos. Têm dificuldade de fazer reflexão sobre o mundo, vivem no automático, cheios de achismos, tornam-se teimosos, inflexíveis, com muita dificuldade em aceitar mudanças.

O momento que estamos vivendo, a pandemia, é uma guerra invisível, não sabemos pra onde correr, e, aprender a ser resilientes se faz necessário, como um importante desafio pessoal.

Se optarmos pelo excesso de otimismo, retiramos de nós a responsabilidade por necessárias mudanças, e fica a resistência com as expectativas, irreais e frustradas. Do outro lado,com um pessimismo patológico vem a entrega e a desistência, tirando a responsabilidade individual de buscar nosso próprio destino.

O que nos resta, então?
1. Aceite que a mudança faz parte da vida;
2. Enxergue os erros como oportunidades;
3. Mantenha-se flexível;
4.Tome ações decisivas. Tenha um propósito;
5. Procure oportunidades de autoconhecimento. Tenha uma atitude positiva;
6. Identifique seus pontos fortes e conte com as suas potencialidades para lidar com situações adversas;
7. Enxergue as situações cotidianas com mais otimismo e esperança;
8. Cultive a autoestima e a confiança, por mais difíceis que estejam os tempos;
9. Tenha uma rede de apoio;
10. Exercite a gratidão. E doe.

Fontes de pesquisa:
Seligman, M. Cultive a resiliência. São Paulo: Revista HBR.

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