DE NADA ADIANTA SE RECONHECER COMO MARAVILHOSA, SE AINDA QUER SER “A FAZ TUDO”.

Emanuele Mendes

DE NADA ADIANTA SE RECONHECER COMO MARAVILHOSA, SE AINDA QUER SER “A FAZ TUDO”.

AINDA SOBRE QUERER SER A “MULHER-MARAVILHA DA FICÇÃO...” - PARTE II

Nós, mulheres, nos sentimentos na obrigação de dar conta de tudo, e ser tudo ao mesmo tempo. Mas mesmo assim existe a necessidade de nos colocarmos em primeiro lugar, de nunca esquecer que a nossa vida é feita de escolhas, e precisamos escolher viver ao invés de sobreviver frente aos caprichos da sociedade, onde quase tudo é visto como uma “obrigação de mulher”.

Estamos em um tempo onde a realidade, mesmo frente a uma sórdida pandemia, continua a exigir muito da gente. Seria uma grande hipocrisia dizer que não temos obrigações, responsabilidades, que ninguém nos ajuda diariamente, com os afazeres domésticos, com as crianças, animais de estimação, na administração da casa, além de outros auxílios. Mas, de que adianta ter ajuda se você não as reconhece? Ou não usa aquele momento ao seu favor? E não se esqueça, mesmo tendo ajuda, quem disse que somos “obrigadas” a assumir tudo e mais um pouco?

Casa, família, familiares, amigos, distanciamento social, trabalho: como temos tempo para tudo e para nós nada? Como você mulher consegue assumir tudo isso mas não consegue tirar uma ou duas horas na sua semana para fazer uma sessão de psicoterapia, ir a um salão de beleza, fazer as unhas, uma massagem, praticar o autocuidado diferenciado consigo mesma, se permitir, uma vez que seja, vez ou outra, descansar sem fazer comida, pedir algo de que gosta ou que traga facilidade. Cobramos tanto de nós mesmas, mas a questão é: o que fazemos para nós?

Reveja sua rotina, distribua as funções que não dependam apenas de você, aprenda a valorizar mais o seu tempo, monte um planejamento semanal para você e para sua família, faça combinados, sente com as pessoas ao seu redor e veja o que cada uma tem de bom a oferecer, valorize isso, e por favor, não esqueça de você. Aprenda a se amar, a se enxergar, pois de nada vale cobrar do outro aquilo que nós mesmas não fazemos.

Seja uma referência a você mesma. Nem tudo o que nos foi ensinado vale para os dias de hoje. Aprenda a ressignificar os seus valores e princípios, a rever as prioridades de sua vida, busque preencher o seu vazio com tempo de qualidade, e não com quantidade de coisas.

A mulher que vivia em função do lar, antigamente, tinha uma rotina voltada apenas para a casa. Atualmente, temos que rever e ressignificar e adaptar. Não precisamos deixar de viver para o nosso lar e família, mas precisamos aprender a delegar e pedir ajuda, afinal, se cada um fizer um pouco não sobrecarregamos ninguém. E assim sobra tempo suficiente para disfrutar de tudo o que temos e ainda dá tempo para cuidarmos de nós.

Seu corpo também é sua casa. Na verdade, nosso corpo é a nossa maior morada. Se não aprendermos a delegar e a nos ouvir, a tendência é sobrecarregar e adoecer aos poucos. E o tempo nem sempre espera, o tamanho da espera é você quem faz.

 

Viva e não sobreviva.

Aprenda a rever e ressignificar os aprendizados da vida.

Seja mais otimista, menos negativa.

Buscar ajuda não é fraqueza.

Aprenda a ouvir seu corpo. Ele fala conosco o tempo todo.

Chorar não é fraqueza e muito menos fragilidade. Chorar é não ter vergonha de ser julgado. Para isso você tem que se permitir, se conhecer.

Se olhe através do seu olhar. Não permita que alguém te cegue.

Seja alegre e não se esqueça: a alegria se sente, não há a necessidade de ser mostrada à alguém.

Faça por você. Isso não é egoísmo, é amor. Porque, afinal, se você está bem, quem te ama vive bem também. 

 

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