REDES SOCIAIS. O MELHOR E O PIOR DO SOCIAL

Emanuele Mendes

REDES SOCIAIS. O MELHOR E O PIOR DO SOCIAL

SOMOS SERES SOCIAIS, E ESTAMOS SEMPRE BUSCANDO NOVAS OPORTUNIDADES DE NOS SOCIALIZAR

A tecnologia nos trouxe novos meios de comunicação, através dos aplicativos - chats, vídeos, lives e afins. Com certeza esses meios facilitam as interações, são muitas informações e acesso mais rápido a diferentes conteúdos! Mas será que tudo isso que estamos vivenciando, acessando, interagindo é real?

Essa famosa “terra de ninguém” é perigosa, pois não há como saber se o que vemos, acompanhamos, interagimos e socializamos, virtualmente, faz parte de alguma verdade. As pessoas costumam se sentir mais seguras através de uma tela, sem o olho no olho, sem a expressão facial direta, sem a interação presencial e isso proporciona a muitos uma sensação de poder bastante forte.

Os tímidos ficam desinibidos. Os fóbicos sociais acham um meio seguro de se socializar e assim não encararam o medo de frente, fugindo de uma relação real, enquanto outros se sentem no poder de falar o que querem, opinar de acordo com as suas convicções, sem “filtro” e/ou “bom senso” chegando até a cometer bulling, causam humilhações - em total desrespeito aos sentimentos do próximo.

Para alguns, “o seu ganha pão”, para outros, “uma exposição”, tem aqueles “que desejam ser seguidos” e outros “que querem criticar”.

Indiferentes à necessidade e intenção de cada pessoa, temos que ter muita cautela quando interagimos e acompanhamos perfis, afinal, somos pessoas dotadas de sentimentos, podemos nos motivar, mas também nos fragilizar, tanto que inúmeros indivíduos estão adoecendo, por se comparar, e querer seguir ideais, filosofias, padrões de beleza, ostentação, entre tantas outras coisas que para alguns é possível e para outros é surreal. Tudo isso pode ser perigoso, doloroso. Muitos adoecem emocionalmente, podendo chegar até a cometer suicídio. Motivos para rever o que é de grande valia na nossa vida não faltam.

Não há problema algum em seguir artistas, digital influencers e conteúdos motivacionais, mas não se esqueça, existem vários contextos sociais e nem tudo o que as pessoas mostram, de fato, encaixa na sua realidade. São poucas as pessoas que se expõem de uma forma natural, que mostram a sua vida real e não apenas a fictícia, aquela vida que deseja ser mostrada e vivida.

O ser humano pode se sentir alegre, mas, pode se entristecer. Pode ter bens materiais, mas também pode ter dívidas por traz. Pode ser lindo, mas pode manter a beleza através de outros meios não naturais, como cirurgias plásticas, harmonização facial, filtros, e principalmente ângulos diferentes para uma self, dentre outros.

Interagir é bom, mas deixar a interação virar sua motivação pode ser perigoso. Viva a sua vida, desapegue da vida do outro, seja o que você quiser, busque o seu melhor, pois você mesmo pode ser a sua maior inspiração. E se quiser admirar o outro, tudo bem! Mas entenda, cada ser é único e tem as suas individualidades, sejam elas saudáveis ou não. Se conheça o suficiente para fazer as suas próprias escolhas.

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