SPA - SÍNDROME DO PENSAMENTO ACELERADO

Elaine Mobilon Kühl

SPA - SÍNDROME DO PENSAMENTO ACELERADO

Executivos, pesquisadores, professores, ninguém escapa.
 

A Síndrome do Pensamento Acelerado, segundo Augusto Cury, não é uma doença e sim uma disfunção onde a mente fica repleta de pensamentos, estando completamente cheia durante todo o tempo em que a pessoa está acordada dificultando a concentração, aumentando a ansiedade e desgastando a saúde física e mental. É um dos sintomas que indicam que a pessoa está dentro de um quadro de transtorno de ansiedade. 

Quando começamos a achar que nas vinte e quatro horas do dia não dá pra fazer o que achamos importante na nossa vida, ficamos num desconforto, insatisfeitos, irritados, com aquela dificuldade para dormir e acordando num processo de cansaço. A Síndrome do Pensamento Acelerado é produzida por uma hiperconstrução de pensamentos, numa velocidade tão alta que estressa e desgasta o cérebro. Tende a atingir pessoas que estão bem, que são produtivas, profissionais que demandam muito da mente, pessoas que chegam a extremos de empenho.

Essas pessoas começam a ter pouco convívio com a família, amigos e outros. Não há espaço para laser, descanso e descontração. Há a frenesi por internet, rede social, celular, games e nada de ambientes tranquilos e relaxantes, estando sempre com a sensação de que algo importante está acontecendo ao redor e que precisa tomar conhecimento. 

Geralmente essas pessoas apresentam um quadro de dor de cabeça, muscular, queda de cabelo, problema estomacal, etc. 

 

Sintomas da Síndrome do Pensamento Acelerado

  • dificuldade de atenção e concentração;
  • dificuldade para relaxar e desacelerar os pensamentos;
  • falta de memória;
  • mudança de humor repentina;
  • irritabilidade;
  • cansaço mental que acaba se transformando em físico;
  • sofrimento por antecipação;
  • má qualidade do sono.

 

Nesse padrão, além dos lapsos de memória, que acarretam constrangimentos, vem a dificuldade de concentração e criatividade. 

Em situações mais prolongadas esse tipo de comportamento pode levar às fases iniciais da depressão e síndrome do pânico. 

Nesses casos, além da psicoterapia, será necessário também o acompanhamento pela psiquiatria. 

O objetivo da terapia é que a pessoa volte a olhar mais para si, a se reconectar consigo mesma, compreendendo a sua ansiedade e o porquê não usufrui do que tem e das suas habilidades. Também proporciona o redirecionamento dos hábitos – tudo com consciência, clareza e propósito. 

Você precisa ver o que não quer mais para a sua vida, o que fará de diferente para te fazer mais feliz. 

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