TIREI O APARELHO, E AGORA?

Patrícia Christofoletti Rossetti

TIREI O APARELHO, E AGORA?

Estabilidade pós-tratamento ortodôntico.
 

Em geral a estabilidade pós-tratamento ortodôntico apresenta vários fatores associados, independentemente da idade do paciente. Dentre eles temos alterações decorrentes do crescimento facial, oclusão/mordida balanceada, equilíbrio muscular adequado, uso correto das contenções indicadas pelo ortodontista, padrão esquelético - o tipo face longa tem muita tendência a recidiva, o que altera a estabilidade já conquistada. 

A estabilidade, além das contenções, prescindirá, em determinados casos, também de fonoterapia. O padrão esquelético face curta, com tendência a sobremordida ou mordida profunda, precisará de placas para bruxismo, ou placa planas para uso noturno – para menos sobremordida/desgaste oclusal das superfícies dos dentes. Deve-se buscar o equilíbrio língua/lábio para que haja um tônus muscular adequado, assim como um bom selamento labial, principalmente em pacientes que eram respiradores bucais. Daí a necessidade de médico-otorrino e fonoterapêuta. 

O ortodontista também precisará manter a mordida em equilíbrio, com foco na articulação temporomandibular. Também existe a questão dos dentes do siso.

As recidivas acontecem mais pelo fator crescimento estrutural, e podem coincidir com a irrupção desses dentes. E não havendo espaço adequado e ou mal posicionamento, são um fator a mais para o apinhamento – às vezes, caso de remoção, pois podem causar pericoronarite, uma infecção do capuz gengival desse dente.

Quanto às contenções, o mais comum são as placas removíveis ou a contenção fixa. Quanto mais tempo o paciente colaborar e usar o contensor, mais estável ficará seu tratamento, A manutenção é tão importante quanto o próprio tratamento, assim como visitas à fono/fisioterapêuta. E limpeza no dia a dia, obrigatória. 

Vários estudos comprovam que pacientes tratados precocemente tem mais sucesso no fato de não recidivar, ocorre a adaptação de fibras e tecidos moles, naturalmente, quando adulto fica essa memória genética. Quanto mais cedo detectarmos o problema, e tratarmos, mais estável ficara o caso.

Outro fator importante é a postura do paciente. É muito importante o jeito que o paciente dorme, o mastigar dos dois lados, a postura no trabalho, postura para deglutir e respirar adequadamente. Precisamos tratar a pessoa como um todo, não apenas os seus dentes. Só de forma multidisciplinar é que nós, ortodontistas, teremos um bom resultado, e a satisfação desse paciente.

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Patrícia Christofoletti Rossetti

Patrícia Christofoletti Rossetti

Cirurgiã Dentista CRO 51.889

Ortodontista; Curso multidisciplinar de dor no HC; Acupunturista pela São Leopoldo Mandic e Membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor - SBED

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