O MEU CACHORRO IDEAL

Ana Camila M. Pereira

O MEU CACHORRO IDEAL

Quem nunca foi seduzido por aquele olhar profundo de um cãozinho - à venda na loja ou pelas ruas? Ou não cedeu quando a criança incessantemente pedia um?

Por esses e outros motivos alguns acabam fazendo aquisições que comprometem a qualidade de vida, tanto do novo dono quanto do cachorro. Para não cair na impulsividade na hora de escolher um filhote conheça algumas dicas para que o cão e a família vivam de uma forma feliz e muito saudável. 

O grande segredo é não se deixar levar e tomar essa decisão de forma precipitada. O que geralmente ocorre em ocasiões como mudança de cidade, de casa, perda de um cãozinho, nos pedidos incansáveis das crianças, nas separações e etc. Tudo muito rápido nesses momentos poderá comprometer a escolha do cão ideal, então, antes, é necessário refletir sobre questões como “Terei quanto tempo disponível para ele? Como vou encaixá-lo na minha rotina? Os gastos estarão dentro do meu orçamento? Estou disposto a saber mais sobre ele? Tenho paciência o suficiente para saber que ele passa por fases e leva tempo para ser educado? Mas e o espaço disponível para ele? Isso vai interferir muito?” Nesse último quesito nós já podemos afirmar que não haverá problema. 

Tudo depende muito mais da disponibilidade e paciência com o filhote do que uma casa grande, com jardim grande, e, sem estímulo. O que vale é o quanto há de enriquecimento ambiental, de prática de atividades físicas, de possibilidades para explorar seus instintos. Está mais relacionado com a consistência e qualidade da relação com o dono do que com o espaço físico. Na nova vida, é fundamental trabalhar a socialização dentro da diversidade de coisas em família. São pessoas, crianças, bebês, outros cães, lugares, texturas, superfícies distintas, espaços e convivência intensa com o novo dono. É preciso também suprir seus instintos de acordo com o porte físico do animal, diariamente e sempre com o dono, nesse ambiente sempre desafiador com novidades, com atividades mentais, com boa alimentação. 

É importante estudar sobre a raça do cão desejado e levar em conta sua aptidão, se é de trabalho ou de companhia, se ativo ou não, se mais dependente de pessoas, se precisa de cuidados especiais, sua predisposição genética para algumas doenças, os agravantes a serem evitados. Para o cão sem raça definida, que pode ser o ideal também, descobrir tais características fica mais difícil, porém, todos os demais cuidados deverão ser levados em conta, latido por latido.

Na dúvida sobre o seu futuro melhor amigo, consulte um especialista comportamental. Consulte a MyDog.

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